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| Após a sua chegada no país, a rede de fast-food teve problemas internos e externos em sua atividade. Mercado e Consumo, 2019. |
Você sabia que a Subway já saiu do Brasil por fatores
internos e externos à organização?
Conforme Ruas, a competência gerencial é a capacidade de mobilizar, integrar e colocar em ação conhecimentos, habilidades e formas de atuar, conhecidos como recursos de competência, a fim de atingir/superar desempenhos configurados na missão da empresa e da área. Logo, sob essa perspectiva, conclui-se que um ambiente organizacional de sucesso depende da atuação da gestão perante o ambiente externo e interno da entidade.
Para Chiavenato (2014 apud CRUZ, 2016), “As organizações são a alavanca do desenvolvimento econômico e social”. Tendo isso em vista, podemos afirmar que o ambiente organizacional é o conjunto de tendências e forças externas e internas de uma empresa. Esse conjunto tem grande capacidade para influenciar no desempenho de qualquer organização.
A partir disso, concluímos que o ambiente organizacional é representado por duas esferas:
- Externo: configura o ambiente no qual a empresa opera e existe;
- Interno: representa os elementos da própria organização.
A organização e todos os outros participantes operam em um macroambiente maior, que oferecem oportunidades e impõem ameaças a elas. Complementando, Cobra (1992) destaca que a influência do macroambiente sobre os negócios de uma organização pode ser prejudicial se ela não possuir ferramentas para se defender e se adaptar às mudanças oriundas desse contexto. Desta forma, é necessário que as empresas entendam o ambiente e suas forças econômicas, demográficas, sociais, culturais, tecnológicas, legais e políticas.
Os fatores externos de influência podem ser: convivência familiar, férias e lazer, investimentos e despesas familiares, política e economia, saúde, segurança pública, situação financeira, time de futebol e vida social.
Claramente, fatores externos da organização (questões da economia nacional ou da vida pessoal do colaborador) afetam de forma significativa o resultado da empresa. Um funcionário desestimulado pode não produzir tão bem.
Para o gestor, pode ser mais difícil tentar resolver esses problemas e lidar com as consequências deles, pois estão além da organização, ou seja, eles são incontroláveis. Entretanto, se ele conseguir prever essas questões, poderá transformar sua ação em uma grande oportunidade estratégica organizacional.
Segundo Zaluski,
Kotler e Armstrong (2005, p.47), exemplifica que, “o microambiente consiste em forças próximas à empresa que afetam sua capacidade de servir seus clientes”. As forças que compõem o microambiente, segundo Chaston (1992), são compostas pelos agentes: empresa, clientes, concorrentes, fornecedores e intermediários de marketing.
Como fatores internos de influência na gestão, temos: o próprio ambiente de trabalho, assistência aos funcionários, burocracia, cultura organizacional, estrutura organizacional, nível sociocultural, incentivos profissionais, remuneração, segurança profissional, transporte casa/trabalho – trabalho/casa e vida profissional.
É evidente que qualquer alteração em algum desses fatores pode causar repercussões nos funcionários da organização, como desmotivação, baixa produtividade, atrasos, conflitos entre colaboradores… Logo, é fundamental que um gestor se atente a todos esses pontos, se perguntando: “como podemos melhorar nosso ambiente interno?”. Esses são os fatores mais maleáveis e adaptáveis pela gestão da empresa: é mais fácil disponibilizar um plano de saúde para os funcionários do que resolver a crise econômica do país.
Tendo isso em vista, é fundamental que um gestor se atente a todos esses fatores que podem influenciar em sua organização. Uma excelente forma de estudar o ambiente interno e externo, nesse sentido, é a matriz SWOT, que permite ao gestor analisar as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças na organização.
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| Matriz SWOT, Treasy, 2015 |
É um método que pode ser bastante eficaz para identificar os fatores que estão influenciando no funcionamento da empresa e para fornecer informações muito úteis no planejamento estratégico.
Um bom exemplo de uma marca que teve problemas internos e externos em sua atividade aqui no Brasil foi a rede de franquias Subway, que chegou ao país em 1994. Segundo a Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios, o modelo de organização da operação não funcionou por conta da economia desfavorável do período, ou seja, por conta de um fator externo à organização. Outro ponto, dessa vez interno à organização, mencionado como uma falha pela revista, foi o marketing e o tamanho das lojas, que eram bem maiores das que a marca costumava instalar fora do país.
Evidentemente, os gestores brasileiros conseguiram contornar os problemas internos e externos e firmar o nome da Subway aqui no país. Paulo Gratão afirma que a marca reviu a estratégia e retornou ao Brasil com 14 desenvolvedores de área responsáveis por expandir as franquias em suas determinadas regiões. Com isso, o Subway alcançou mais de duas mil operações e se tornou uma das maiores franquias de alimentação no Brasil.
Portanto, conclui-se que uma boa gestão de uma organização depende extremamente da análise e forma de atuação após estudar o ambiente externo e interno. Conferindo aos gestores a responsabilidade de médicos da empresa e desenvolvendo tratamentos internos, uma boa gestão, e externos, refletindo em que lugar a empresa está, com quem convive/concorre e mecanismos para a empresa competir e ter saúde em meio a todos esses quesitos.
Referências
5 FRANQUIAS INTERNACIONAIS QUE DERAM ERRADO NO BRASIL. Pequenas empresas & grandes negócios, 2020. Disponível em: <https://revistapegn.globo.com/Franquias/noticia/2020/01/5-franquias-internacionais-que-deram-errado-no-brasil.html> Acesso em 16/08/2021.
AS PESSOAS E O AMBIENTE ORGANIZACIONAL. Administradores.com, 2016. Disponível em: <https://administradores.com.br/artigos/as-pessoas-e-o-ambiente-organizacional> Acesso em 16/08/2021.
O QUE É AMBIENTE ORGANIZACIONAL E COMO ELE INFLUENCIA OS NEGÓCIOS? Xerpay, 2018. Disponível em: <https://xerpay.com.br/blog/ambiente-organizacional/>
MACHADO, R.; DALBERTO, M.; NEDEFF, M. C.; DORION E. Clima organizacional: fatores internos e externos de influência em uma empresa da Serra Gaúcha. VII congresso nacional de excelência em gestão, Rio de Janeiro, 2011. Disponível em: <https://www.inovarse.org/sites/default/files/T11_0335_1521.pdf> Acesso em 16/08/2021.
SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIAL. Fecomércio RS, 2021. Disponível em: <https://www.senacrs.com.br/cursos_rede/sustentabilidade_e_responsabilidade_social/html/01_ambiente_organizacional/index.html> Acesso em 16/08/2021.
ZALUSKI, F. C; SAUSEN, J. O. A influência do ambiente organizacional no processo de mudança e adaptação estratégicas das organizações: uma revisão teórica. Disponível em: <http://www.gestaouniversitaria.com.br/system/scientific_articles/files/000/000/398/original/Artigo.pdf?1528728429> Acesso em 16/08/2021.
TUDO SOBRE MATRIZ SWOT: O QUE É, PASSO A PASSO E DICAS PARA APLICAR NO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. EUAX Consulting, 2020. Disponível em: <https://www.euax.com.br/2020/03/matriz-swot/> Acesso em 16/08/2021.


Vejamos que tendo um controle sobre o ambiente interno da empresa, podemos ter o do externo também.
ResponderExcluirGostei bastante do exemplo que trouxeram da Subway, dessa forma conseguimos perceber como os fatores externos e internos de fato interferem nas organizações. A matriz SWOT também é muito interessante.
ResponderExcluirMuito interessante perceber q sem análise/visão completa e detalhada, organizações cometem grandes erros acarretando em prejuízo
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